Manaus | 14 de Maio de 2019 (Terça-feira)
A Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, anunciou que o Projeto de combate ao suicídio e a automutilação deverá alcançar, metade dos municípios brasileiros, até o fim de 2020.
Ainda segundo Damares, a expectativa é de que os números já apresentem diminuição até o final do ano.
“Nós vamos começar no Brasil inteiro treinando os conselheiros tutelares, que estão mais ligados ao nosso ministério. E, a partir do próximo ano, a gente quer alcançar metade dos municípios também na área da saúde, da educação”, disse Damares em Suzano, onde articula projeto-piloto de prevenção à automutilação e ao suicídio.
Desde o lançamento da campanha Acolha a Vida, lançada no mês de abril, o Governo Federal vem intensificando as ações relacionadas ao tema, com o objetivo de aconselhar e alertar os familiares, professores, profissionais da saúde e conselheiros tutelares sobre os sinais que podem ser identificados e mostram a possível violência autoprovocada.
“Nós vamos trabalhar primeiro treinando os professores, os educadores, os conselheiros tutelares, e profissionais que lidam diretamente com vidas, com pessoas”, disse a ministra.
Damares aconselhou que, se você identificar um jovem ou adolescente se “autoferindo, não faça disso uma grande tragédia”, “Abrace, não ignore, abrace, não repreenda, abrace. Esses jovens e adolescentes estão em profundo sofrimento. Busque tratamento imediato, isso não pode ser ignorado, nós vamos ter de buscar tratamento médico, psicólogo, psiquiatra, para o atendimento dessa criança”, informou.
Ainda segundo Damares, cerca de 20% dos jovens brasileiros estão se mutilando, o que representa 14 milhões de pessoas. A maior incidência ocorre em adolescentes de 12 a 18 anos. “Os motivos são os mais variados, eles alegam dor na alma, eles alegam o bullying, nós temos a questão do abuso sexual, nós temos a questão do envolvimento com as drogas. As crianças hoje, os nossos adolescentes, não estão sabendo lidar com os seus conflitos”.
De acordo com o ministério, a pasta planeja implementar um observatório estatístico que permita entender o fenômeno da autoviolência e saber onde ocorre com maior intensidade.
Foto: Sérgio Lima/ Poder 360.
Fonte: Agência Brasil.
Redação por Ana Flávia Oliveira.

