Manaus | 5 de novembro de 2019 (Terça-feira)
O deputado federal José Ricardo (PT-AM) abordou em seu discurso sobre a morte de mais um líder indígena do Grupo de Defesa da Amazônia “Guardiões da Floresta”, Paulo Paulino Guajajara, do assassinado na última sexta-feira (1), no Maranhão, após um confronto com madeireiros.
Em seu discurso, o deputado denunciou na manhã desta terça-feira (5), no plenário da Câmara Federal, chamando o ocorrido de um “novo genocídio indígena” no Brasil, cobrando também as responsabilidades do Governo Federal.
“Nós somamos a todos os que denunciam esse novo genocídio indígena no nosso país. Não podemos aceitar. Como também não podemos aceitar o desmonte da Funai e a falta de demarcação de terras indígenas no Brasil. Estamos aqui denunciando e cobrando as responsabilidades do Governo Federal, uma vez que já foi denunciado com antecedência ameaças de morte e o ministro da Justiça nada fez para proteger essa lideranças”, disse o parlamentar.
Na ocasião, José Ricardo aproveitou também para falar sobre o Amazonas, que possui a maior população indígena no país, Manaus, a capital, concentra cerca de 30 etnias e mais de 30 mil indígenas, que atualmente sofre de ameaças por conta do Governo Federal, além de não possuir uma politica voltada para garantir seus direitos.
“O Estado não tem, a capital também não. Até projeto aprovado, de minha autoria, que garantia na Constituição do Estado recursos para a política indígena, o atual Governo Estadual revogou sem nenhum recurso efetivo para garantir mais recursos”, explicou.
Marchas
Pensando nisso, nos dias 2 e 3 de dezembro, os movimentos indígenas do Estado realizarão marchas contra a retirada de direitos das populações nativas e também denunciar o desmonte partido pelo governo Bolsonaro de órgãos como a Fundação Nacional do Índio (Funai).
As denúncias também serão sobre a retirada dos R$ 65 milhões do orçamento estadual para os povos indígenas do estado. A Carta de Princípios dos Povos Indígenas do Estado, que visa disciplinar a organização de lideranças contra oportunistas será apresentado durante as marchas.
As mobilizações serão organizadas pelo Fórum de Educação Escolar e Saúde Indígena do Amazonas (Foreeia) e pela Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (Copime). Um dos locais que a Marcha dos Povos Indígenas irá percorrer é a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
Foto: Divulgação.
Fonte: Assessoria.

