Manaus | 30 de Dezembro de 2019 (Segunda-feira)
A juíza Ana Paula Zerizawa, da 4ª Vara Federal do Amazonas, concluiu que houve empecilhos nas investigações da Operação Cashback, da quarta fase da Operação Maus Caminhos e condenou o empresário Murad Aziz e o ex-deputado estadual Lino Chíxaro.
No total, as penas chegam a 9 anos de prisão em regime semiaberto. Murad teve a prisão fixada em 5 anos e multa de R$ 343,4 mil, enquanto Lino teve 4 anos e três meses de prisão decretada e multa de R$ 343,4 mil.
Segundo a juíza, foi comprovado que Murad e Lino souberam de antemão da deflagração da Operação Cashback, realizando a ocultação de bens e provas da Polícia Federal, comprometendo a investigação.
Até o momento, a fonte sigilosa que vasou a informação da deflagração da operação para ambos, ainda não foi identificada.
Absolvidos
Na mesma sentença, proferida no Processo nº 0008371-24.2019.4.01.3200, a juíza absolveu Gilberto Aguiar, Jader Pinto e Mouhamad Mustafa. O trio foi acusado de compartilhar entre si informações sigilosas sobre a Operação Cashback, dias antes da deflagração da mesma, nos dias 26 e 28 de setembro de 2018.
De acordo com informações da denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Gilberto teria usado um aplicativo de mensagens com o codinome ‘Pablo’ para enviar as informações para Jader, no dia 28 de setembro.
Em seguida, Jader repassou as informações para Murad Aziz e Lino Chíxaro.
Porém, Serizawa afirma que não foi possível informar “baseado nos elementos de prova lastreados aos autos, que aqueles réus tenham avisado Murad e Lino acerca das investigações”.
Confira a sentença abaixo
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Foto: Arquivo A crítica/Reprodução.
Fonte: Amazonas Atual.
Sentença: Encontrada no site Fato Amazônico.