Manaus | 24 de junho, 2020 | Quarta-feira
A mulher de Fabrício Queiroz, Márcia Oliveira de Aguiar, segue foragida após operação deflagrada nesta terça-feira (23) em Minas Gerais ter falhado em encontrá-la.
O Ministério Público do Rio de Janeiro e de Minas Gerais e a Polícia Militar do estado cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em endereços de parentes de Queiroz, em Belo Horizonte.
A Promotoria e a Justiça do Rio consideram Márcia uma ameaça para a investigação que apura um suposto esquema de rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia do Rio. Tanto Queiroz como Márcia foram assessores do filho do presidente Jair Bolsonaro na Legislativo do estado.
O mandado de prisão contra Márcia foi determinado pela Justiça de Rio junto ao de Queiroz. O ex-assessor, apontado pela Promotoria como o operador financeiro do esquema, foi preso na última quinta-feira (18) pela Operação Anjo. Ele foi encontrado em um sítio em Atibaia (SP), propriedade de Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro.
Na segunda-feira (22), a defesa de Márcia ingressou com um pedido de habeas corpus para revogar a prisão preventiva. A peça foi distribuída nesta terça-feira para a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. O procedimento é mantido em segredo de justiça.
Márcia Aguiar esteve nomeada no gabinete de Flávio de 2007 a 2017, com um salário líquido de R$ 9.207. Ela repassou cerca de R$ 450 mil ao marido. Quando deixou o gabinete, Márcia foi substituída pela filha, Evelyn Mayara Aguiar, que ganhava um salário líquido de R$ 6.370.
Outros dois membros da família, duas filhas de Queiroz, também foram assessoras de Flávio. A suspeita é a de que as familiares do PM aposentado fossem funcionárias fantasmas.

