Manaus | 27 de junho, 2020 | Sábado
Recriando a união de forças políticas antagônicas e o protagonismo da sociedade civil visto nas Diretas Já, o movimento Direitos Já! reuniu mais de cem nomes em uma live em prol da democracia, da vida e da defesa social na noite desta sexta-feira (26).
Foi o terceiro e mais abrangente ato do grupo criado em setembro de 2019 pelo cientista político Fernando Guimarães. Ele considerou histórica “a convergência dos mais diversos campos políticos frente a agenda anticivilizatória” do governo Jair Bolsonaro (sem partido).
Participaram religiosos, juristas, economistas, artistas, professores, estudantes, jornalistas, sindicalistas e atletas, que dirigiram críticas a Bolsonaro e pregaram união pela garantia da liberdade e dos direitos humanos e sociais.
No campo político, estiveram representados os partidos PSOL, PC do B, PT, PSDB, Cidadania, PDT, PSB, Podemos, Solidariedade, MDB, Rede e PV por meio da participação de deputados, senadores, prefeitos, presidentes de siglas e candidatos à Presidência em 2018.
Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi o único ex-presidente que participou do evento virtual. O ex-presidente Lula (PT), que já fez críticas às iniciativas suprapartidárias, foi convidado, mas não participou.
Fernando Haddad (PT)
O ex-prefeito Fernando Haddad, candidato do PT em 2018, mencionou o ex-presidente petista em sua fala afirmando ser preciso refletir “se não chegou o momento de resgatar os direitos políticos de Lula, que não cometeu crime algum”.
Haddad defendeu o impeachment de Bolsonaro e afirmou que o presidente “comete crimes de responsabilidade a cada semana”. “O mais eloquente foi usar seu advogado para esconder uma testemunha chave em relação a crimes cometidos pelo seu filho”, disse a respeito da prisão de Fabrício Queiroz na casa do advogado Frederick Wassef.
Ciro Gomes (PDT)
Ciro Gomes afirmou que haverá resistência e que a ditadura nunca mais pode voltar.
“Agora é hora de celebrarmos o imenso e generoso consenso que as urgências do nosso povo nos pedem”, disse. Ele afirmou que a pandemia é administrada de forma genocida e que é preciso preservar vida, emprego, liberdades e instituições.
Marina Silva (REDE)
Marina Silva afirmou que o momento que o Brasil vive é grave e que “a democracia é um antídoto” aos ataques que Bolsonaro promove em todas as áreas. Ela pediu união “na agenda da defesa da dignidade humana, da vida e da democracia”.
Guilherme Boulos (PSOL)
Guilherme Boulos disse que o país vive uma ameaça fascista e cobrou unidade em torno do “fora, Bolsonaro”, seja por impeachment ou cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral. “Não pode existir meias palavras na luta contra o fascismo. Defender a democracia é defender ‘fora, Bolsonaro'”, afirmou.
Geraldo Alckimin (PSDB)
“É hora de deixar de lado o personalismo e se unir em termos de valores e princípios”, afirmou Geraldo Alckmin,que também pregou a diminuição das “vergonhosas desigualdades sociais”.
Fernando Henrique Cardoso, FHC (PSDB)
O ex-presidente FHC defendeu união em torno da democracia e da constituição. “Estou disposto a dar a mão a todos aqueles que queiram abraçar a causa da liberdade e da democracia”, afirmou o tucano.
Entre líderes partidários, parlamentares e representantes de entidades, houve falas em defesa da saúde, da educação, do meio ambiente e contrárias ao racismo e ao machismo. A crítica à atuação de Bolsonaro na pandemia do coronavírus e o rechaço à ditadura e à tortura também foram constantes.
Os participantes defenderam que é momento de deixar divergências em segundo plano.
Assista a live completa:
Fonte: Poder360
Foto: Correio do Povo

