30 de Outubro de 2020 | Sexta-feira | Manaus-AM
Na última terça-feira (27), uma psicóloga foi vítima de importunação sexual durante uma aula prática de direção, em Manaus.
A vítima de 29 anos, relatou que o instrutor de uma autoescola na Zona Leste, ejaculou em suas costas durante o percurso de motocicleta. O caso foi registrado no 20º Distrito Integrado de Polícia (DIP).
A vítima conheceu o instrutor na igreja onde frequenta, situada no Conjunto Cidadão 10, Zona Oeste. Ele então ofereceu a ela um pacote com desconto, na categoria A (moto).
A psicóloga relata que as primeiras aulas foram tranquilas e normais, porém a situação mudou de figura na última terça, quando o instrutor a levou para a Avenida do Turismo, na Zona Oeste.
A vítima contou que sentiu o suspeito se aproximando muito e até pediu para ele se afastar. Em determinado momento ela sentiu que a parte das costas de sua calça estava molhada.
“Quando eu senti que minha calça estava molhada, eu parei a moto e passei a chave pra ele e disse: ‘eu não acredito que você fez isso’. Ele ficou perguntando: ‘o que foi, amiga? O que aconteceu?’ E eu disse: ‘Olha a minha calça, está molhada. Você ejaculou em mim’. Ele ficou negando, disse que era coisa da minha cabeça”, contou.
Após ser pressionado pela mulher, o homem confessou o crime, pediu perdão e relatou problemas no casamento. Mesmo com medo, a vítima seguiu com o suspeito até o Centro de Treinamentos do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), e em seguida procurou a delegacia junto ao marido.
A calça usada pela mulher no dia foi entregue à polícia para perícia. A Polícia Civil (PC) afirmou, em nota, que o caso está sob investigação no 20º DIP.
Denúncia na autoescola
Ao denunciar o caso na autoescola, a aluna foi tratada com ameaças. Segundo ela, o proprietário do local afirmou que se ela denunciasse a escola, seria colocada na justiça.
Uma audiência sobre o caso já foi marcada para o próximo dia 5, e o dono do local afirma que só tomará providências após a comprovação do crime através da Justiça.
“Eu só posso tirar ele da autoescola mediante a comprovação do crime pela Justiça. Eu falei pra ela que se ele errou, vai ficar comprovado. Comprovando, ele pega justa causa”, declarou o dono.
O instrutor chegou a mandar mensagens a vítima e ao marido dela pedindo desculpas pelo episódio, e afirmou que já passou uma situação como essa há quatro anos, e que ainda responde pelo processo.
Nas mensagens o suspeito ainda pediu que a queixa fosse retirada para que ele não fosse preso, e ofereceu aulas extras a mulher.
Fonte: G1.
Redação por Yasmim Araújo.

