3 de Novembro de 2020 | Terça-feira | Manaus-AM
Na manhã desta terça-feira (3), a Delegacia de Combate a Corrupção (DECCOR) cumpriu mandados de buscas e apreensões em endereços de servidores públicos e empresários pela capital.
Maronilson Barros Monteiro, conhecido como Mauro, ex-diretor da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania(SEMASC), era o responsável pelas cobranças de propinas dentro do programa SOS Funeral.
De acordo com o delegado Guilherme Torres, titular da Especializada, a operação ‘Máfia dos Caixões’, foi deflagrada manhã desta terça-feira (3), por volta das 6h, na Colônia Japonesa, Zona Norte de Manaus, e resultou no cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão na residência de ex-diretor financeiro, investigado por corrupção passiva.
Mauro solicitava uma grande quantidade de caixões, que ao chegarem nas fábricas, ficavam lá por meses, gerando atraso financeiro e prejuízo aos empresário. Após o enfraquecimento das vendes, ele buscava os caixões, efetuava o pagamento, e exigia receber de 10 a 20% do valor.
Nota da prefeitura
A Prefeitura de Manaus esclarece que a operação deflagrada pela Polícia Civil, na manhã desta terça-feira, 3/11, envolve um ex-servidor da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), exonerado no Diário Oficial do Município (DOM), edição 4.535, de 8 de fevereiro de 2019. O município reforça que não coaduna com nenhum ato de ilicitude e que tem dado todo o apoio necessário aos órgãos que atuam na apuração dos fatos, para que as devidas medidas legais e administrativas possam ser adotadas.
Em maio deste ano, quando houve a denúncia do suposto envolvimento do ex-servidor em ação de recebimento ilegal de dinheiro, a Semasc encaminhou ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) dados sobre processos licitatórios, contratos e operacionalização do serviço SOS Funeral, destinado a pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica que não podem arcar com as custas do sepultamento.
É importante destacar que os contratos são estimativos, ou seja, as urnas são solicitadas conforme a demanda do serviço, sendo pago aquilo que foi efetivamente entregue, nos valores unitários previamente licitados e que sequer podem ser alterados por mera liberalidade do gestor. Vale ressaltar, ainda, que cada tamanho de urna licitado possui um valor diferenciado e previamente estabelecido.
Por fim, a Prefeitura de Manaus reforça o compromisso de se preservar a idoneidade do serviço público, se colocando à disposição dos órgãos de controle para os esclarecimentos.
Imagem: Divulgação.
Redação por Yasmim Araújo.

