9 de Dezembro de 2020 | Quarta-feira | Manaus-AM
Um motorista que foi vítima do arrastão que ocorreu na região da Cracolândia, no Centro de São Paulo, na tarde desta terça-feira (8), relatou como a ação ocorreu. Ele disse que o grupo queria, principalmente, aparelhos celulares e dinheiro, mas levaram também garrafas de água e outros itens de menor valor.
“O item que eles mais pediam era o celular. Me pediram o celular umas quatro, cinco vezes. Mas o celular foi o primeiro item que levaram. (…) Então eles começaram a recolher o que eles viam. Pegaram até uma bolsa térmica que só tinha águas e bebidas para o meu próprio consumo. Eles estavam desnorteados, pegando qualquer coisa que pudesse gerar algum valor”, recorda.
O homem conta que não tinha nada visível no carro, e inicialmente não achou que seria atacado. Mas foi surpreendido com uma pancada na lateral do veículo, que quebrou o primeiro vidro.
“Foi quando quebrou o primeiro vidro e esse vidro cortou superficialmente meu braço do lado esquerdo”.
O motorista conta que tentou manter a calma e garantir que os assaltantes não se sentissem ainda mais ameaçados.
“Eu levantei as mãos para eles terem certeza de que eu não esboçaria nenhuma reação ou que eu dirigiria o carro para cima deles”.
Ele ainda explica que não tentou avançar com o carro para escapar dos assaltantes, pois temeu ferir algum deles.
“Eu tinha algumas pessoas penduradas no meu carro. Se eu ando ali, provavelmente eu machucaria no mínimo três [pessoas] e eu não sei se conseguiria conviver com isso. O prejuízo já tinha acontecido, eu preferi ficar com o prejuízo que eu enxerguei do que sair andando, passar por cima de alguém e não saber o que aconteceu. Esse peso na consciência eu não quis assumir.”
Fonte: G1.

