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De Meryl Streep a Pamuk, artistas assinam carta em defesa da liberdade de expressão em Cuba

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Mais de 300 personalidades do mundo das artes em diversos países assinaram um documento pedindo o “fim imediato dos abusos cometidos contra artistas cubanos”. O documento foi criado pelo PEN Internacional (clube internacional de escritores) e a ONG Human Rights Watch.

Os signatários pedem respeito à liberdade de expressão e a libertação de artistas detidos arbitrariamente, assim como a retirada de acusações criminosas e a permissão para que exilados retornem a seu país.

“O regime cubano persegue de modo sistemático cantores, artistas visuais e dramaturgos em todo o país. O simples fato de cantar ‘Patria y Vida’ [canção que foi trilha sonora de protestos em julho] é hoje considerado um delito em Cuba. Hoje, por meio dessa carta, centenas de artistas exigem que se coloque fim a essa repressão brutal”, disse à reportagem Juan Pappier, da Human Rights Watch.

Entre os artistas e intelectuais que assinaram a declaração estão a atriz Meryl Streep, a artista Tania Bruguera, a cineasta Isabel Coixet, o cartunista Art Spiegelman, o historiador Simon Schama, o escritor Paul Auster e os vencedores do prêmio Nobel de Literatura Orhan Pamuk e J. M. Coetzee, entre outros.

Entre os brasileiros, assinaram o documento o escritores Gregório Duvivier, Adriana Carranca, Beatriz Bracher e Antonio Prata. Também participam os líderes de coletivos reprimidos pelo regime cubano, como o “San Isidro,” o “27N” e o “Archipiélago”.

“O nível de injustiça e repressão que o governo cubano impõe ao seu próprio povo atinge níveis cada vez mais elevados”, diz a artista cubana Tania Bruguera. “O governo não apenas exerce constante censura contra artistas, mas em suas ações para prevenir e criminalizar protestos e dissidências pacíficas, agora tornou todo o povo de Cuba inimigo do Estado. Como artista e como cubana, tenho muito medo do futuro do meu país.”

O documento lembra que pelo menos 50 artistas estão presos por participar dos protestos contra a ditadura comunista, entre eles dois dos autores da canção “Patria y Vida”, Luis Manuel Otero Alcántara e Maykel Castillo. Ambos enfrentam protestos por “traição à pátria”.

“Nós, artistas de todo o mundo, somos solidários com nossos colegas de Cuba”, disse a escritora mexicana Elena Poniatowska.

“Como jornalista e escritora, acredito em denunciar e se opor a governos. Acredito que se um intelectual, escritor ou artista se levantar contra um governo, ele está fazendo uma tarefa indispensável. Não é surpreendente que alguns queiram nos calar quando testemunhamos as vozes, crenças e experiências daqueles que de outra forma não seriam ouvidos. Eles têm medo da verdade porque, uma vez revelada, não pode mais ser escondida”, afirmou Poniatowska.

Em julho, a ilha foi palco de raras manifestações de protesto contra o regime comunista, em razão da crise econômica e escassez de medicamentos, agravados pela pandemia da Covid-19. Os atos foram duramente reprimidos pelo governo, e resultaram em ao menos uma morte.

Por Sylvia Colombo/FOLHAPRESS

Foto: Divulgação

Redação por Bernardo Andrade

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Eric Lima

Criador do Portal Pontual

Mestrado em Saúde, Sociedade e Endemias na área de concentração de Epidemiologia de Agravos e Prevalentes na Amazônia pelo instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/FIOCRUZ), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade Federal do Pará (UFPA - 2013). Tem experiência em pesquisa na área de Epidemiologia, Saúde Coletiva com ênfase em Saúde Pública, Avaliação de Serviço em Saúde e Saúde Baseada em Evidências, desenvolvendo estudos nos temas: Tuberculose, Resistência aos fármacos, Tuberculose Multirresistente, Coinfecção TB/HIV.

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