Manaus | Quarta Feira (27/06)
Amazonino Mendes
A eleição no Amazonas começa a ganhar contornos com fortes movimentações nos bastidores. Dentre essas movimentações, destaque para o atual governador Amazonino Mendes, que move peças no tabuleiro, através das articulações nos municípios e mesas de conversas internas com partidos, lideranças e grupos de peso em campanhas eleitorais. Amazonino Mendes, quando assumiu o governo, veio de um período de fora da política, o que possibilitou ter um entendimento, e ver o processo político de fora. Mendes, percebeu que os tempos mudaram, o eleitor mudou, e que cada vez, com a nova dinâmica da informação, alianças e junções não representam mais certeza de vitória, por isso, se esforça para direcionar ações no alcance de uma gestão técnica, que possibilite flutuar na aprovação da população. Um dos pontos favoráveis neste período, e que Amazonino não tem índices de reprovação em sua gestão inaceitáveis, em números internos.
No comportamento dos dados internos de intenção votos, e o único que ainda sustenta, o chamado voto popular, alcançado desempenho regular em todas as zonas de Manaus, sem variações exponenciais. Quanto aos números do interior, uma boa percepção poderá ser apurada no começo do mês de julho.
Neste período, já é entendido como uma gestão melhor do que as anteriores, e pode contar com ações positivas cedidas a categorias e melhorias em vários municípios.
Omar Aziz
No outro lado do tabuleiro, Omar Aziz exerce uma de suas principais qualidades no jogo político, ARTICULAÇÃO, com uso das 04 operações matemáticas (Somar, Subtrair, Dividir e Multiplicar), como premissa, metaforicamente falando. Senador Omar Aziz, pode contar com figuras de PESO, principalmente no interior, dentre eles, Silas Câmara, Alfredo Nascimento, Sidney Leite, Josué Neto, Pauderney Avelino e outros, que em momento de eleição, mobilizam EXÉRCITOS de apoiadores, de Nhamundá a Tabatinga, ou seja, em todo o Amazonas. Na capital, se concretizar o apoio do Prefeito de Manaus, Artur Neto, vai contar com quadros do PSDB com forte capital eleitoral, como Conceição Sampaio e outros.
Um dos desafios neste momento, e conseguir resgatar memória de sua gestão bem aprovada, introjetar no sentimento do eleitor, o entendimento que projetos e ações que foram desenvolvidos em sua gestão, precisam voltar. Na semana passada, teve seu processo absorvido após 15 meses de investigação, o que pode ser o fôlego positivo, detectado em pesquisas internas. Omar Aziz, tem forte liderança, conhecido como um líder de cumprir sua palavra, foi um dos principais articuladores da vitória de Amazonino, mesmo quando pesquisas ainda não clareavam o resultado da eleição suplementar.
Ponto de Convergência entre Amazonino e Omar: o TEMPO
Um dos pontos que todo político precisa entender no período pré-eleição, e o TEMPO. O tempo, e a base de qualquer candidatura nesse quadro atual, o tempo certo em falar, se lançar, afirmar ou negar. Amazonino e Omar entendem e desenvolvem isso com maestria, e possível perceber que não fazem movimentos ou passos antecipados.
Por experiência, esperam e analisam de fora, movendo peças de maneira sutil, sem se apressar ou não ver um encaixe para qualquer decisão. Diferente de outros estados, no Amazonas, as alianças se consolidam nos 45 minutos do 2 tempo. Neste contexto, Omar e Amazonino, não cometem erro de PRECIPITAÇÃO, pois primeiro analisam, e juntam um conjunto de informações privilegiadas e estratégicas para decidir algo, exemplo: Pesquisas e informações que poucos tem acesso.
David Almeida (O ERRO da Precipitação)
David Almeida teve uma breve passagem no governo, e soube colher bem os frutos, o que ficou notável através de pesquisas no período. Após eleição suplementar, desenhou a sua estratégia, tomando a ALE, como campo de batalha, porém, passados pouco mais de 6 meses, não conseguiu produzir os números de intenção de votos desejáveis. David ainda flutua na margem dos mesmos números de janeiro, considerando a margem de erro em pesquisas internas.
David, deveria ter conquistado uma subida de no mínimo 5 pontos percentuais, do número que alcançava em janeiro, o que não aconteceu, pois não foi entendido como uma opção que representasse uma opção fora da política, no caso de exemplo, Wilson Lima, que angaria intenções de votos, não por sua pessoa, mas sim pelo entendimento de ‘’não pertencer’’ a nenhum grupo político, segundo leitura superficial do eleitor.
Diferente de Omar e Amazonino, David se PRECIPITOU, lançou candidatura no momento em que as pedras ainda estão em movimento, tendo como base de apoio partidos de esquerda, que não conseguiu congregar. A afirmação de conseguir aliança de um partido a cada semana, não se concretizou.
David pode ser beneficiado em uma possível disputa entre Amazonino e Omar, porém, precisa redesenhar sua estratégia de articulação política e entender a necessidade de passar para o eleitor que não representa o que ‘’já está na política’’, o que será uma tarefa difícil.
Artur Neto (O erro em se valorizar demais)
Ao contrário da necessidade de Amazonino e Omar Aziz, em respeitar o TEMPO, Artur perde quando adia o máximo sua decisão sobre quem vai apoiar, pois o tempo naturalmente o faz perder valor neste momento decisivo. No andar do jogo, Artur pode se valorizar demais, e posteriormente pode perder valor para ambos, mas não deixa de ser um apoio de peso na eleição. Em números internos, não dispõe de boa aprovação na capital, porém, é preciso monitorar os números, após suas últimas ações nos bairros.
Votos nulos e brancos exagerados de novo?
Pesquisas internas, estão demostrando indícios que deverão se repetir o alto número de votos brancos, nulos e abstenção que teve a eleição suplementar. Diante disto, duas compreensões podemos extrair; Se baixar o número de votos válidos, e difícil novas figuras políticas conquistarem o coração do eleitor, considerando que já está difícil convencer o eleitor a sair de casa para votar, ainda, as pesquisas eleitorais, que devem ser monitoradas com atenção. Em reuniões políticas, adesão está menor, ou seja, nesse cenário caótico contra os ”políticos”, vai chegando a hora de separar os coadjuvantes dos atores principais. A premissa e bem simples: Quem tem voto têm, quem não tem, vai descer a partir de julho.
Nesse cenário, os políticos não devem ”evitar” pesquisas eleitorais, mas sim, se aprender do máximo de informação nesse cenário de ”caos” que vive o país e que produz as percepções na cabeça do eleitor.
Redação por Eric Lima

