Manaus | 23 de Novembro de 2018 (Sexta-feira)
Com apenas quatro das 81 cadeiras, os senadores eleitos do PSL se articulam em busca de encontrar um nome para a presidência do Senado Federal. A exigência é que a pessoa que ocupe a presidência da Casa não vete as pautas de Bolsonaro nas aprovações. Um nos nomes que parece ganhar destaque entre o partido é o da emedebista Simone Tebet (MDB-MS).
Como se trata de tradição no Senado federal o presidente do mesmo deve vir da sigla com maior número de representantes. Sendo assim, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) é quem se mobiliza para pleitear a presidência mais uma vez. O MDB continua com a maior bancada da Casa mas para o PSL Renan não é bem visto para ocupar a cadeira. “Ele tem vários processos. Precisamos achar outro parlamentar que tenha condições de competir. Com ele lá (na Presidência), como vamos, por exemplo, encaminhar projetos anticorrupção?”, indagou um dos aliados de Bolsonaro no Senado.
Caso Renan se candidate e vença, pode se tornar um empecilho para os correligionários do presidente e dificultar a aprovação de matérias no Senado, como a redução da maioridade penal. Por isso, outro caminho é manter a neutralidade. É o que tem defendido o presidente eleito Jair Bolsonaro nos bastidores.
A senadora do Mato Grosso do Sul e líder do MDB no Senado, Simone Tebet, ainda não se declarou candidata mas tem assistido varias manifestações e incentivos de colegas ao seu favor.
“Meu nome tem sido visto como uma opção por aqueles que querem uma maior renovação. Sou grata ao carinho daqueles que têm advogado pelo meu nome, mas falo que ainda não sou candidata, porque sou líder e ainda preciso ouvir meus colegas da bancada. O que temos certeza é que o MDB não vai abrir mão da presidência”, sustenta a senadora.
Os quatro senadores pesselistas eleitos se encontram na próxima semana para chegar a um discurso unânime.
Foto: Minervino Junior/CB/D.A Press.
Redação por Beatriz Araújo.

