Manaus | 27 de novembro de 2018 (Terça-feira)
Rafael Romano, ex-juiz da Infância e Juventude, foi denunciado no Ministério Público do Amazonas por abuso sexual contra a própria neta. A mãe da adolescente, a advogada Luciana Pires, informou que os abusos ocorriam desde que a menina tinha 7 anos.
A denúncia foi apresentada pelo promotor de Justiça Rodrigo Miranda Leão Júnior, titular da 69ª Promotoria de Justiça Especializada em Combate a Crimes contra a Dignidade Sexual de Crianças e Adolescentes.
O desembargador está proibido de se aproximar da vítima, assim como dos familiares dela e testemunhas. Por determinação judicial, Romano deve manter distância a um raio mínimo de 500 metros a fim de manter a integridade física e psicológica da vítima. A medida protetiva foi solicitada pela advogada Luciana Pires (mãe da vítima), no início do mês de março. A decisão também proíbe o acusado de manter contato com a adolescente e seus familiares por qualquer meio de comunicação até que sejam apurados todos os fatos pela Justiça ou posterior liberação. Romano não pode se aproximar do entorno da escola nem da casa da vítima, assim como dos locais que ela frequenta, respeitando os limites da ordem judicial.
A vítima relata que, o fato denunciado ocorria desde quando ela estava prestes a completar oito anos. Por meio de seus advogados, Romano sempre negou as acusações. Segundo a mãe da adolescente, o último abuso teria ocorrido quando a garota já estava com 14 anos.
Uma outra vítima não identificada, também denunciou o desembargador aposentado por abusos sexuais que teriam ocorrido durante o período que a mesma trabalhou para a família. No período dos abusos, a vítima também era menor de idade.
O processo de nº 0206791-83.2018.804.0001, que discorre acerca dos fatos, tramita em segredo de Justiça, na Vara Especializada em Crimes Contra a Dignidade Sexual de Crianças e Adolescentes.
Redação: Fabrício Aguiar
Fonte: Jornal A Critica
Imagem: Reprodução.

