Manaus | 10 de Dezembro de 2018 (Segunda-feira)
Em 2017, estava assim…
O ano de 2017, foi marcado por grandes reviravoltas na política amazonense, dentre elas, destaque para a cassação do ex governador José Melo, datada no dia 04 de maio de 2017.
Após isto, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), determinou a realização de eleições suplementares no Amazonas. Diante disto, os bastidores da política se movimentaram em ritmo intenso, que agora tinha como governador interino David Almeida.
Três grupos políticos se destacaram pela disputa ao governo na eleição suplementar.
Omar Aziz, encabeçou um grupo, que teve êxito em conseguir eleger Amazonino Mendes, mesmo quando as pesquisas, apontavam Mendes em 3º lugar, após Eduardo Braga e Marcelo Ramos.
Dias antes das convenções, Marcelo Ramos com cerca de 18% das intenções de votos, segundo pesquisas internas, fez um movimento de ‘’suicídio’’, após se aliar a Eduardo Braga que liderou outro grupo, conseguindo disputar contra Amazonino Mendes o 2º turno. Eduardo Braga se recuperava do rompimento com Arthur Neto, que integrou a candidatura vitoriosa de Amazonino Mendes.
David Almeida, após assumir governo, viu seu plano de ser candidato interrompido por Omar Aziz, após uma briga de forças internas. Desde então, o mesmo deu início ao seu projeto de eleição através de duas linhas concomitantes:
- a) Eleições indiretas por decisão judicial, articulada por Abdala Fraxe.
- b) Eleger Rebecca Garcia, liderada pelo grupo de choque, David Almeida, Sabá Reis, Platiny Soares, Conceição Sampaio, Francisco Souza, Abdala Fraxe.
As movimentações de Abdala Fraxe e David Almeida para a realização de eleições indiretas não avançaram.
Rebecca Garcia, David Almeida, Sabá Reis, Conceição Sampaio, Francisco Souza e Abdala Fraxe, formaram o 1º escalão da campanha, que tinha como título ‘’Coragem para Renovar’’, no entanto, Rebecca Garcia perdeu a eleição no 1ºturno.
Em 2018, ficou assim…
Destes políticos que se juntaram em 2017 na eleição suplementar, somente Abdala Fraxe conseguiu escapar por decisão liminar.
Após a última eleição em outubro deste ano, David Almeida, Conceição Sampaio, Sabá Reis, Platiny Soares, Francisco Souza não conseguiram se reeleger, ficando sem mandato a partir de 1ª janeiro de 2019.
Os integrantes do grupo estão fora do jogo político, sem mandato. Outro dado foi a queda do desempenho nas urnas.

A partir de janeiro, Abdala Fraxe será o único do grupo que estará na vitrine política, com o risco de sobreviver sob decisão liminar.
Por parte dos políticos citados acima, vale uma reflexão, o que deu errado?
Os dias são de sentimento de rejeição a classe política por parte da população, ficar sem mandato, pode se transformar em isolamento grave, que produzirá um distanciamento do eleitor.
Em pesquisas qualitativas, eleitores de várias faixas etárias e diferentes condições socioeconômicas, convergem no discurso ‘’Não queremos reeleger político’’. Diante desse diagnóstico, como David Almeida, Platiny Soares, Sabá Reis, Francisco Souza conseguirão se eleger novamente?
Redação por Eric Lima.

