Manaus| 12 de Dezembro de 2018 (Quarta-Feira)
Após ser alvo na Operação Ross, da Polícia Federal, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) fez um pronunciamento no final da tarde da última terça-feira (11) afirmando que não é possível que a versão de delatores se sobreponha ao que, segundo ele, são os fatos.
Aécio chamou jornalistas no Senado e disse que a ação da PF foi desnecessária porque ele é o maior interessado em esclarecer todas as questões.
“A verdade é que não podemos mais aceitar que delações de criminosos confessos e suas versões se sobreponham aos fatos. O fato concreto é um só. Do que estamos tratando neste inquérito? De doações a campanha eleitoral, doações feitas em 2014 de forma legal, registradas na Justiça Eleitoral, aprovadas por esta mesma Justiça Eleitoral sem qualquer contrapartida”, afirmou.
O senador, eleito deputado federal nas últimas eleições, disse que o empresário Joesley Batista tenta manter sua “incrível imunidade penal”.
“Delatores, no caso o senhor Joesley Batista, em busca da manutenção da sua incrível imunidade penal, falseia as informações e transforma algo lícito, legal, com aparência de crime. Não houve nenhuma ilicitude”, reiterou Aécio.
Segundo o senador, os valores mencionados “são valores depositados nas contas de campanha eleitoral tanto do PSDB quanto dos partidos que nos apoiaram”. Ele afirmou que partidos adversários também receberam doações.
“Criminalizar a doação que era legal é um desserviço à verdade e à justiça”, afirmou.
Aécio terminou seu pronunciamento antes das perguntas dos jornalistas. Uma repórter ainda gritou um início de indagação sobre manifestação da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que afirmou em documento que havia uma “relação espúria” entre Aécio e o grupo J&F.
“Está equivocada”, respondeu o senador já caminhando, de costas, sem ouvir toda a pergunta.
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Redação Portal Pontual.

