Manaus | 21 de Dezembro de 2018 (Sexta-feira)
Na última quarta-feira (19), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Nefi Cordeiro, negou o pedido de liberdade apresentado pelos advogados do médium João de Deus, acusado de abusar sexualmente de mais de 300 mulheres.
João está preso no Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia desde o último domingo (16). Ele deverá ser indiciado pela Polícia de Goiás pelo crime de violência sexual mediante fraude até esta sexta-feira (21).
Em sua argumentação, o ministro afirmou que sua prisão preventiva de se deu para “resguardar a investigação criminal”, foi contra essa decisão que a defesa do médium entrou com um habeas corpus.
De acordo com o ministro do STJ, mesmo que seja vago o relato destacado por uma das vítimas, a mesma afirmou ter sido ameaçada de morte, “esta afirmou que eles a alertaram do risco de morte que ela estaria sendo submetida, visto a temeridade que todos têm de João de Deus, pois dizem que ele manda matar todos aqueles que o afrontam”, explicou.
A sua defesa recorreu ontem (20) ao STF, respectivamente ao ministro Gilmar Mendes, após o pedido de liberdade ser negado no Superior Tribunal de Justiça (STJ). No entanto, devido ao recesso judiciário, a ação foi encaminhada para análise do presidente da Corte, o ministro Dias Toffoli.
Foto: Veja.
Redação por Ana Flávia Oliveira.

