Manaus | 03 de Dezembro de 2019 (Quinta-Feira)
O decreto da medida provisória 870, publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última terça-feira (01) , gerou grande repercussão nas redes sociais, chegando a ser um dos assuntos mais comentados no Twitter. Isso porque a MP não deixa explícito que a população LGBT faz parte das diretrizes destinadas à promoção dos Direitos Humanos.
Anteriormente, a medida explicava claramente em dois artigos a proteção em relação à comunidade LGBT. Mas na medida atualizada só especifica os direitos “da mulher, da família, da criança e do adolescente, da juventude, do idoso, da pessoa com deficiência, da população negra, das minorias étnicas e sociais e do índio”. A respeito deste último, é dito ainda que inclui “o acompanhamento das ações de saúde desenvolvidas em prol das comunidades indígenas, sem prejuízo das competências do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento”.
A comunidade LGBT poderia se encaixar dentro do item “minorias étnicas e sociais”, mas a MP sobre o que constitui a área de competência do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do novo governo, que tem como responsável a ministra Damares Alves não deixa isso claro.
Confira como era a MP antes de ser editada.

A estrutura básica da pasta de Direitos Humanos da nova gestão será formada pelas seguintes secretarias:
Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres;
Secretaria Nacional da Família;
Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente;
Secretaria Nacional da Juventude;
Secretaria Nacional de Proteção Global;
Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial;
Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência;
Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa;
Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial;
Conselho Nacional dos Direitos Humanos;
Conselho Nacional de Combate à Discriminação;
Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente;
Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência;
Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa;
Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura;
Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura;
Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais;
Conselho Nacional de Política Indigenista;
Conselho Nacional dos Direitos da Mulher;
Conselho Nacional da Juventude.
O presidente do Conselho de Direitos Humanos, Leonardo Pinho se pronunciou sobre a situação e alegou que a promoção direitos de pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais ficará a cargo de uma diretoria subordinada à Secretaria Nacional de Proteção Global do ministério. Sendo assim, representa uma perda de status desta população dentro do Sistema de Proteção dos Direitos Humanos.
Foto: Divulgação.
Redação Portal Pontual.

