Manaus | 09 de Janeiro de 2019 (Quarta-Feira)
No último sábado (05), o novo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, publicou em sua conta no Twitter, uma foto do despacho de autorização de licença para que o funcionário fizesse um curso de alemão no exterior.
Na publicação, Salles não obteve sucesso ao tentar borrar o nome do servidor e o cargo que ocupa, expondo assim o analista ambiental do ministério, Murilo de Ferreira Araújo.
Logo após a publicação o ministro deu a entender em outro post que a viagem e o curso seriam pagos pelo ministério, publicando a frase: “E os cursos de inglês e alemão no exterior…a gente que pagou…”.

No entanto, o que consta no processo de licença é que a viagem, incluídas diárias, passagens e inscrição no curso, serão pagas por Murilo Araújo, que manterá somente a remuneração do cargo de analista ambiental, como rege a lei, que prevê ao servidor o direito de se afastar durante três meses para realizar capacitação com ônus limitado.
No caso de Murilo, ele se afastará do dia 13 de janeiro a 30 de março deste ano, para realizar o curso de alemão em Koln, na Alemanha.
A assessoria do ministro Ricardo Salles se pronunciou sobre o erro na exposição do nome do servidor, dizendo que “a intenção não era expor o servidor, tanto que se tentou omitir o nome na publicação no twitter, o que lamentavelmente não ocorreu por uma falha técnica”.
Salles admitiu ter exposto o servidor e informou, que a autorização de licença referente à capacitação de servidores, “seria melhor aproveitada para formação na área finalística”.
Pelo pronunciamento, entende-se que, o curso de alemão escolhido por Murilo Araújo não teria relação direta com o cargo que ele ocupa no ministério.
Em uma das mensagens publicadas em sua conta no Twitter, no mesmo dia (05), o ministro postou foto analisando edições do “Diário Oficial” e em seguida, escreveu “mais de 200 viagens ao exterior por conta da viúva…”.
O servidor foi questionado pela imprensa sobre a exposição de seu nome, e afirmou que, “Entendo o ministro plenamente. Não há ilegalidade em comentar algo publicado no Diário Oficial”.
Fonte: G1.
Fotos: Divulgação.
Redação Portal Pontual.

