Manaus| 28 de Janeiro de 2019 (Segunda-Feira)
A volta dos trabalhos legislativos na Câmara dos Deputados, será marcada pelos “novos” parlamentares, ou seja aqueles que ingressam para o seu primeiro mandato. O resultado das eleições de outubro de 2018 mostra PT e MDB com bancadas reduzidas em relação à legislatura anterior; e partidos até então com pouca representatividade, como o PSL, com mais espaço na Casa.
Saindo cerca de 65 deputados em 2014, o MDB tem a maior perda em relação aos outros partidos, tendo atualmente 34 deputados e parlamentares em 2018. Já o PT, perdeu 15 cadeiras, em 2014 elegeram 69 deputados e atualmente permanecem somente 54.
Em contra partida, o PSL, partido de Jair Bolsonaro, presidente da República, saiu de 1 deputados deputado eleito em 2014 para 52 deputados em 2018. O estreante Partido Novo, que não tinha representantes eleitos, conquistou 8 vagas no último pleito.
O novo equilíbrio das forças partidárias, resulta diretamente no funcionamento da Casa, uma vez que o tamanho de uma representação partidária impacta diretamente na escolha de cargos importantes, como a Presidência da Câmara, e na composição das 25 comissões permanentes.
Para aumentar a representatividade de preferência, os partidos eleitos podem formar alianças entre si e criar os chamados blocos parlamentares. O prazo para essa formação encerra às 13h30 em 1° de fevereiro.
A função dos blocos é ajustar a atuação parlamentar ao resultado da eleição para presidente da República, permitindo a um grupo de partidos favorável ou contrário ao governo federal alcançar maioria e, assim, ocupar os cargos mais importantes da Casa, como a Presidência da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), por onde passam todas as proposições, e a própria Presidência da Câmara dos Deputados.
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Redação Portal Pontual

