Manaus | 30 de Janeiro de 2019 (Quarta-feira)
O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), publicou mais um artigo sobre a Zona Franca de Manaus (ZFM), em sua página no facebook, na última terça-feira (29). O prefeito fez um apelo para que não tratem a ZFM como um “peso morto”, destacando que a própria Organização Mundial do Comércio (OMC) reconhece o papel que o Polo Industrial desempenha no campo do cuidado ambiental.
O prefeito também ressaltou em seu texto a falta de compreensão dos governos e de técnicos sobre as reais necessidades da ZFM.
“O Brasil pensa atrasado, em relação à OMC? Sim, porque deixar morrer esse parque industrial equivaleria a um convite para a devastação da floresta. Equivaleria a oferecer um exército para o tráfico. Equivaleria a procurar embaraços diplomáticos, tensões militares, prejuízos econômicos, desgastes internacionais…”, enfatizou.
No início do artigo, Arthur Neto lembra da sua professora de geografia econômica, Bertha Becker, na época em que se preparava para ser diplomata no Instituto Rio Branco. A professora afirmava que, dentro do Brasil, Manaus era a terceira cidade com efetiva vocação de cidade mundial, atrás apenas do Rio de Janeiro e São Paulo.
“Hoje vejo que tinha toda lógica o raciocínio da minha professora inesquecível. Manaus sim, por ser a pátria das águas, a capital da maior floresta tropical do mundo, o subsolo de todo tipo de minérios, a história ancestral indígena de mais de dez mil anos”, lembrou.
O prefeito ainda solicitou mais uma vez, a compreensão dos políticos e dirigentes nacionais a importância de manter o Polo Industrial de Manaus (PIM), não só para o Brasil, mas também, para o Mundo.
“Falta aos governos compreenderem que a terceira cidade mundial de Bertha Becker, que sedia um relevante parque industrial, garante em pé 97% da parte que cabe ao Amazonas na grande floresta. Faltam alguns técnicos de peso teórico inegável entenderem que confundir os incentivos fiscais concedidos ao nosso polo industrial com subsídios fúteis, inúteis ou nocivos é um grave erro. Falta perceberem o peso estratégico da região amazônica como um todo e do Amazonas em particular: o mundo se interessa por nós, cobiça, tem curiosidade científica por nós, por nossa floresta e nossa região. Mas se interessa mesmo, não nos ignora. O Brasil, provincianamente, pensa em poder minimizar aquilo que é a representação do seu próprio futuro, da sua possível grandeza, do seu brilho mais reluzente”, destacou Arthur Neto.
Foto: Alex Pazuello/Semcom.
Fonte: Facebook/Semcom.
Redação por Ana Flávia Oliveira.

