HomeMundoTragédia | Os malefícios da lama que atingiu Brumadinho à saúde em...

Tragédia | Os malefícios da lama que atingiu Brumadinho à saúde em curto e longo prazo

Publicado em

Artigo Relacionado

Filme Ainda Estou Aqui conquista o 1º Oscar para o Brasil

Na noite do dia 02, neste domingo, aconteceu o Oscar 2025, a premiação mais...

Manaus | 30 de Janeiro de 2019 (Quarta-feira)


O site BBC News Brasil, publicou uma reportagem com relatos e informações de médicos, sobre a lama que percorreu Brumadinho, após o rompimento das barragens, levando parte da mina da Vale, construções e entre outras coisas que estavam no seu caminho.

De acordo com os médicos, a lama trás riscos de curto e longo prazo para quem teve contato com o barro e também para quem vive próximo ao Rio Paraopeba. Riscos de infecções, contaminações, e em casos de prolongados, câncer e doenças autoimunes.

Como explica o médico Marcelo Lopes Ribeiro, diretor assistencial da Fhemig (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais), “As doenças infectocontagiosas ou parasitárias podem surgir agora. Como é barro, é córrego, pode ter leptospirose, aumento da dengue e de febre amarela”.

O médico e comentarista da rádio CBN e do canal de TV GloboNews, Luis Fernando Correia, garante que além das doenças de imediato e futuros, também existe o risco de exposição a elementos químicos que podem ser altamente prejudiciais à saúde.

“A qualidade da água dos rios e dos peixes precisam ser monitorados e a população da região precisa ser acompanhada. Daqui a dez anos podem surgir casos de câncer e de doenças autoimunes e podemos não associá-las ao rompimento da barragem”, afirma.

O médico citou um estudo realizado na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), que identificou treze elementos químicos, dentre eles, níquel, magnésio e cádmio. Estes usados na mineração.

“São chamados elementos traço e mesmo em quantidade pequena podem ser prejudiciais. O problema é que não é possível medir qual a concentração a qual as pessoas foram expostas”, explicou.

O geólogo e professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Bráulio Magalhães Fonseca, afirma que rejeito de mineração contém, basicamente, óxido de ferro, amônia, muita sílica, silte e argila. Acredita-se que essas substâncias encontravam-se nos galpões da Vale juntamente com as que estavam no caminho por onde a lama passou.

“Os rejeitos que chegam aos rios da região podem contaminar a fauna e a flora, eventualmente afetando a cadeia alimentar. Para os humanos os riscos são, principalmente, o consumo de peixes que tenham tido contato com os resíduos e rejeitos acumulados no fundo dos rios. Os resultados poderão ser percebidos somente daqui a décadas”, diz Luis Fernando Correia.

Foto: Pablo Nascimento/R7 Minas.

Fonte: BBC News Brasil.

Redação por Ana Flávia Oliveira.

Últimos Artigos

Comissão vai a Belém conferir preparativos para COP30

A Subcomissão Temporária que acompanha os preparativos para realização da COP30 se reuniu pela...

Cepcolu completa quatro meses com quase 2 mil atendimentos e sem fila para cirurgias

O Centro Avançado de Prevenção ao Câncer do Colo do Útero do Amazonas (Cepcolu),...

Com apoio do Governo do Amazonas, pesquisa inclui robótica no processo de ensino-aprendizagem de estudantes da educação básica

Ensinar robótica com o uso de metodologia Problem-based Learning (PBL), que estimula os alunos...

Primeira patente do ILMD/FiocruzAmazônia é concedida pelo INPI, referente a equipamento de análise de material genético em amostras biológicas

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Núcleo de Inovação...

Eric Lima

Criador do Portal Pontual

Mestrado em Saúde, Sociedade e Endemias na área de concentração de Epidemiologia de Agravos e Prevalentes na Amazônia pelo instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/FIOCRUZ), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade Federal do Pará (UFPA - 2013). Tem experiência em pesquisa na área de Epidemiologia, Saúde Coletiva com ênfase em Saúde Pública, Avaliação de Serviço em Saúde e Saúde Baseada em Evidências, desenvolvendo estudos nos temas: Tuberculose, Resistência aos fármacos, Tuberculose Multirresistente, Coinfecção TB/HIV.

Mais artigos como este

Comissão vai a Belém conferir preparativos para COP30

A Subcomissão Temporária que acompanha os preparativos para realização da COP30 se reuniu pela...

Cepcolu completa quatro meses com quase 2 mil atendimentos e sem fila para cirurgias

O Centro Avançado de Prevenção ao Câncer do Colo do Útero do Amazonas (Cepcolu),...

Com apoio do Governo do Amazonas, pesquisa inclui robótica no processo de ensino-aprendizagem de estudantes da educação básica

Ensinar robótica com o uso de metodologia Problem-based Learning (PBL), que estimula os alunos...