Manaus 06 de Fevereiro de 2019 (Quarta-Feira)
Segundo delações e documentos reunidos no Brasil e na Venezuela, indicaram que a construtora brasileira Odebrecht pagou mais de R$ 630 milhões em propinas e financiamentos ilegais de campanhas venezuelanas durante oito anos.
Os valores somaram quase o dobro do mencionado no acordo entre a Odebrecht e o Departamento de Justiça dos EUA que, em 2016, estimou os pagamentos de propina da construtora na Venezuela em US$ 98 milhões. As autoridades da Venezuela suspeitam que os pagamentos da construtora brasileira tenham, sido superiores ao que a empresa admitiu à Justiça americana.
Segundo as investigações, para campanha presidencial de Nicolás Maduro, mais de R$ 110 milhões (US$ 30 milhões) foram destinados pela construtora, em troca, a empresa brasileira foi favorecida em mais de uma dezena de contratos públicos entre 2006 e 2014.
Os investigadores analisaram os depoimentos dos ex-funcionários da Odebrecht, Euzenando Azevedo, Alessandro Gomez, Marcos Grillo, Hilberto Silva, Luis Eduardo da Rocha Soares, Fernando Miggliaccio e outros encarregados dos contratos da empresa na Venezuela.
Os dados mostram uma ampla rede de empresas usadas em paraísos fiscais na Europa e no Caribe para receber os valores ilegais, por meio de operadores e companhias de fachada. No inquérito aparecem políticos locais, regionais e nacionais, além do núcleo duro do chavismo. No caso da campanha de Maduro, havia menção a “contratos fictícios” entre empresas de fachada e contas no exterior.
As informações fazem parte da investigação conduzida pela Procuradoria da Venezuela, quando ainda estava sob comando de Luisa Ortega Díaz
O governo venezuelano não se pronunciou sobre o caso, já a Odebrecht, indicou que “tem colaborado de forma eficaz com as autoridades dos vários países nos quais atua em busca do pleno esclarecimento de fatos narrados pela empresa e seus ex-executivos”.
Foto: Divulgação
Redação Portal Pontual

