Manaus 07 de Fevereiro de 2019 (Quinta-Feira)
Na última quarta-feira (6), a juíza federal Gabriela Hardt, de primeira instância, condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro em ação da Lava Jato sobre sítio de Atibaia e outras doze pessoas foram denunciadas no processo.
Segundo argumentado pela juíza, “restou comprovado acima de dúvida razoável” que a construtora OAS realizou reformas na cozinha do sítio de Atibaia em 2014 a pedido de Lula. O ex-presidente também acompanhou Paulo Gordilho, o arquiteto responsável pelo projeto, “ao menos na sua primeira visita ao sítio, bem como o recebeu em São Bernanrdo do Campo para que este explicasse o projeto”.
Segundo ela, “foram executadas diversas benfeitorias” no sítio, mas a denúncia em que ela proferiu a sentença, cita apenas “o valor pago à empresa Kitchens no importe de R$ 170 mil”.
A empresa trabalha com serviços de instalação e decoração de cozinhas.
Na sentença, Hardt diz ainda que “toda a execução da obra foi realizada de forma a não ser identificado quem a estava executando e em benefício de quem seria realizada”, que os pagamentos da OAS à Kitchens foram feitos em dinheiro “no intuito de não deixar rastros de quem era o pagador” e que Lula e sua família não ressarciram a construtora pelos valores que ela gastou na reforma.
A defesa de Lula foi procurada mas informou que ainda não tem um posicionamento sobre a condenação.
Foto: Divulgação
Redação Portal Pontual

