Manaus | 25 de Fevereiro de 2019 (Segunda-feira)
Completando um mês do rompimento da barragem 1 da empresa Vale, causando a tragédia em Brumadinho (MG), os trabalhos de busca ainda permanecem, ainda há 134 desaparecidos a serem resgatados, o número de mortos por conta da lama de rejeitos chegou a 176.
Segundo informações, devido ao horário de almoço, funcionários da empresa Vale estavam retidos no restaurante. Sobreviventes relataram que um mar de lama tomou conta de estradas, do rio, do povoado e inclusive da própria empresa.
No último domingo (24), manifestações para homenagear os mortos foram realizadas em Brumadinho e em Belo Horizonte.
De acordo com a estimativa do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, os trabalhos deverão se estender por três a quatro meses após o rompimento.
Há três dias, a Vale informou ao Ministério Público do Trabalho (MPT) que vai manter o pagamento de dois terços dos salários de todos os empregados próprios e terceirizados que morreram na tragédia. Segundo a empresa, o pagamento será mantido por um ano ou até que seja fechado um acordo definitivo de indenização.
A empresa também se comprometeu a só transferir empregados após prévia consulta e concordância do trabalhador, além de consulta ao sindicato. Para a transferência, será priorizado o local de origem do empregado.
Anteriormente, a Vale se comprometeu a garantir emprego ou salário para os empregados de Brumadinho, inclusive os terceirizados, até o dia 31 de dezembro deste ano. Também prometeu pagar as despesas com funeral e verbas rescisórias das vítimas fatais, conforme certidão emitida pelo INSS.
A Vale informou que dará atendimento psicológico e fará pagamentos de auxílio-creche e de auxílio-educação, além de danos morais para cônjuges ou companheiras, filhos, pais e irmãos das vítimas.
No último dia 18, foi publicada resolução no Diário Oficial da União por recomendação da Agência Nacional de Mineração (ANM). O Ministério de Minas e Energia definiu uma série de medidas de precaução de acidentes nas cerca de mil barragens existentes no país, começando neste ano e prosseguindo até 2021. A medida prevê a extinção ou descaracterização das barragens chamadas “a montante”, exatamente como a que se rompeu em Brumadinho, até 15 de agosto de 2021.
Foto: Fernando Moreno/Futura Press.
Fonte: Agência Brasil.
Redação por Ana Flávia Oliveira.

