Manaus | 26 de Fevereiro de 2019 (Terça-feira)
Na manhã desta terça-feira (26), o documento que solicita a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar um possível cartel no preço dos combustíveis, foi pauta entre os deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM).
O documento recebeu as oito (08) assinaturas necessárias para ser instalada na Casa. Sendo estes, o autor da proposta, Álvaro Campelo (PP), e os deputados, Dermilson Chagas (PP), Felipe Souza (Podemos), João Luiz (PRB) , Joana Darc (PR) Roberto Cidade (PV), Serafim Corrêa (PSB) e Wilker Barreto (PHS).
O deputado estadual Abdala Fraxe (Podemos) ao ser entrevistado pelo Portal Redação AM sobre o seu posicionamento da CPI dos combustíveis, demonstrou não compactuar com os demais colegas que estão a favor da criação.
“Eu voto contra, por uma questão simples, a população do Amazonas tem que saber se o preço do combustível é justo ou não. Essa história de que ‘tá caro ou tá barato’, é preciso ter uma discussão profunda sobre isso, a população precisa saber que 60% do combustível é imposto” disse o deputado.
O Líder do Podemos e Líder da Bancada Independente CORREGEDOR ALE-AM explicou ainda que o preço realmente está acima do normal, no entanto, ele afirma que o que precisa ser feito é discutir se esse é o preço justo a ser pago pela população, “Juntar Ministério Público Federal e Ministério Público Estadual, Procon’s Estaduais e Municipais e as Comissões de Defesa do Consumidor e vamos ver com as planilhas os postos de combustíveis, qual é a real necessidade”.
Ao ser questionado sobre a condenação pela prática de crime de cartel em abril de 2017, na época o crime foi descoberto por meio da “Operação Carvão”, instaurada para investigar a prática de cartel no setor de vendas a varejo de combustíveis derivados de petróleo e Empresas de Garagem, Estacionamento, Limpeza e Conservação de Veículos do Amazonas (Amazonpetro) em Manaus.
O deputado retrucou alegando não ter sofrido condenação alguma e explicou a imprensa no local que “essa condenação não existe, esse processo está prescrito e, a partir de hoje [26], nós tomaremos as medidas judiciais cabíveis toda vez que meu nome for citado como condenado neste processo” finalizou Abdala Fraxe.
Foto: Reprodução.
Fonte: Com informações do Redação AM.
Redação por Portal Pontual.

