Manaus | 13 de Março de 2019 (Quarta-feira)
De acordo com as investigações sobre o mandante do crime de assassinato a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes no dia 14 de Março de 2018, as suspeitam aumentam para o sargento reformado Ronnie Lessa. Para o Ministério Público, o assassinato de Marielle Franco foi cometido em razão da atuação política da parlamentar, em defesa dos negros, LGBT e outras causas.
Segundo os agentes da Delegacia de Homicídios (DH) e do Ministério Público, que realizaram um rastreamento de dados, averiguando o que Lessa teria pesquisa sobre o caso, encontrou provas comprometedoras, fazendo com que o mesmo tenha arquitetado todo o plano de execução.
Dentre as pesquisas feitas pelo suspeito do crime, constam armazenados na nuvem do celular de Lessa, nomes de promotores que investigam casos de crimes cometidos por policiais, jornalistas que cobrem temas ligados a direitos humanos e políticos de esquerda.
Além disso, buscas sobre armamentos também foram encontradas, especificamente a metralhadora MP5, sendo uma arma apontada pelos investigados como a que foi usada na noite do crime. Em seguida pesquisado os silenciadores que são usados nesse tipo de arma. E as pesquisas tiveram fim após a data da morte de Marielle e Anderson.
Lessa também buscou endereços ligados à vereadora e também à sua agenda.
Os investigadores também investigaram as pesquisas feitas pelo ex-PM, Élcio Vieira de Queiroz, que também é considerado suspeito do crime e apontado como motorista do veículo utilizado na fuga.
As buscas possuíam a mesma ligação que Lessa. Algo de diferencial seria que no mês de janeiro, logo após o deputado federal Jean Wyllys (PSOL) abandonar seu mandato, Queiroz pesquisou pelo parlamentar que entrou na vaga de Wyllys: David Miranda, também do PSOL e que, como seu antecessor, também é defensor dos direitos LGBT.
Também foi constatado que Lessa pesquisou os nomes deputado federal Marcelo Freixo (PSOL) e de parentes do parlamentar e em algumas pesquisas, o uso de expressões depreciativas em ligação ao nome do parlamentar eram constantes.
Nomes também como dos ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff também foram identificados, uma imagem de Dilma decapitada chamou a atenção dos investigadores.
Foto: Reprodução.
Fonte: Com informações da Extra.
Redação por Ana Flávia Oliveira.

