Manaus | 24 de Maio de 2019 (Sexta-feira)
Na manhã de quinta-feira (23), a menina Ana Cristina Pacheco Luciano, de 9 anos, que teve 80% do corpo queimado após cair em uma poça de gasolina em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no dia 26 de abril, não resistiu e faleceu.
A informação foi confirmada pela mãe, a dona de casa, Fernanda Pacheco, de 26 anos, a Secretaria de Saúde também confirmou o óbito mas não entrou em detalhes sobre a causa de morte.
A menina estava internada no CTI do Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, há quase um mês, e teria apresentado melhoras, já se alimentando por via oral e conversando.
No entanto, a mãe relata com profunda tristeza, o que foi vivido na madrugada de ontem, onde a criança teve duas paradas cardiorrespiratórias e infelizmente acabou falecendo, “Ela começou a passar mal às 5h e eu corri e chamei os médicos. A minha filha estava estranha. Eles (os médicos) vieram e disseram que a minha filha estava desidratando. E logo depois ela teve a parada cardiorrespiratória e não resistiu”, informou.
Ainda segundo a mãe, o episódio foi algo completamente inexplicável, pois a criança estava apresentando melhoras, e logo seria encaminhada para o Hospital do Andará, onde há um centro de tratamento para queimados, “Eles não me explicaram como a minha filha teve essa parada. Os exames constavam que ela estava bem. A minha filha sairia do CTI hoje, iria para o quarto e depois ela seria transferida para outro hospital”.
Relembre o caso
A menina e mais quatro pessoas ficaram feridas após um vazamento de combustível que ocorreu devido a um roubo infortúnio de gasolina, em um tubo da empresa Transpetro, o local fica próximo à estrada Rio D’Ouro, nos bairros Parque Capivari e Amapá.
Dois adultos chegaram também a serem hospitalizados, assim como Ana, porém ambos não tiveram ferimentos graves, ao contrário da criança que teve um contato maior com a gasolina tipo A.
Segundo a Transpetro, esse tipo de combustível está em sua forma “mais pura”, ou seja, ainda não passou pelo processo de refino, fazendo com que seja mais perigoso em contato, aumentando o risco de queimaduras graves.
Foto: Reprodução.
Fonte: Com informações do O Dia.
Redação por Ana Flávia Oliveira.

