Manaus | 11 de Novembro de 2019 (Segunda-feira)
O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou no último domingo (10), sua renúncia ao cargo após diversos protestos que houveram depois da eleição realizada no dia 20 de outubro no país.
Na ocasião, Evo Morales obteve 47,07% dos votos, enquanto Carlos Mesa chegou a 36,51%. De acordo com as regras eleitorais bolivianas, Morales foi eleito por ter conseguido mais de 10% de votos além de Mesa.
Na apuração de votos, ambos jogavam acusações. Porém, uma missão de observação da Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou problemas como a falta de segurança no armazenamento das urnas e a suspensão da apuração.
Sendo assim, Evo Morales pediu para que a Organização dos Estados Americanos (OEA) auditasse o resultado das eleições, sendo convidados países como Colômbia, Argentina, Brasil e Estados Unidos para participar do processo.
A partir dai, os protestos tomaram mais força, chegando a determinar um prazo para que Morales deixasse o cargo.
O anúncio foi feito através de um pronunciamento a partir da cidade de Cochabamba, declarando que deixou o cargo “para que não continuem maltratando parentes de líderes sindicais, prejudicando a gente mais humilde. Estou renunciando e lamento muito esse golpe”.
Evo estava acompanhado do vice-presidente Alvaro García Linera que também anunciou que deixa seu posto.
“Queremos preservar a vida dos bolivianos”, disse Morales no discurso. A decisão de Evo foi pressionada após o comandante das Forças Armadas bolivianas, William Kaiman, pedir que renunciasse para permitir a “pacificação e a manutenção da estabilidade, pelo bem da nossa Bolívia”.
Antes da renúncia de Morales, a imprensa boliviana noticiou a realização de diversos ataques a residências, incluindo casas de familiares de Morales, e a prédios públicos.
No Twitter, o ainda presidente havia denunciado que “fascistas” tinham incendiado a casa dos governadores de Chuquisaca y Oruro, e também de sua irmã, Esther Morales, em Oruro. Emissoras de rádio e TV estatais, como a Bolívia TV, foram alvo de protestos. Depois que manifestantes atacaram a sua casa, o presidente da Câmara dos Deputados, Víctor Borda, também renunciou ao cargo ontem (10).
Foto: David Mercado / REUTERS.
Fonte: Agência Brasil. *Com informações da agência de notícias Télam.

