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Mães tentam manter serviços da Unimed para filhos com paralisia cerebral

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Pelo menos duas mães do Distrito Federal travam uma batalha na Justiça para conseguir manter os serviços de homecare da Unimed para os filhos, que têm problemas graves de saúde.

Luna Matos, de 3 anos, e o Aleph Pinato, de 2 anos, tem paralisia cerebral. Eles dependem de aparelhos para respirar e conseguiram na Justiça no ano passado o direito dos cuidados médicos em casa pagos pelo plano de saúde para evitar infecções hospitalares e ter mais conforto.

Só que as famílias contam que de uma hora para a outra os profissionais deixaram de fazer os atendimentos e os insumos pararam de ser enviados.

A mãe do Aleph, Priscila Pinato, conta que o filho estava recebendo os cuidados em casa desde abril do ano passado pelo plano, mas a partir de 4 de janeiro ninguém mais apareceu.

“Nenhuma explicação, nenhum aviso prévio, foi de uma hora para outra. Eu soube por causa da ausência dos profissionais. Perguntei o motivo e eles só falaram que pediram para que eles não viessem mais atender o Aleph”, explica Priscila.

No caso da Luna, a mãe, Amônita Mesquita, explica que os insumos, como seringas, fraldas e o leite especial, pararam de chegar desde dezembro e ela está se mantendo com doações. Além disso, o plano diminuiu a quantidade de profissionais que atendem a criança em casa.

“Quando foi em novembro, chegou uma carta aqui em casa. A empresa estava informando que não tinha mais como custear a minha filha em casa e iam retirar os equipamentos. Como uma forma de me ajudar, a empresa do homecare está arcando com o aluguel dos aparelhos, mas não com os insumos, porque isso eles não conseguem”, conta.

Amônita entrou na Justiça pela manutenção dos serviços e conseguiu uma decisão favorável pela 21ª Vara Cível de Brasília, mas diz que mesmo assim o problema ainda não foi resolvido. Priscila também recorreu e aguarda decisão.

A Unimed Norte Nordeste, que atende as duas famílias, pediu recuperação judicial no ano passado, por isso a decisão da 21ª Vara diz que, se a empresa não conseguir regularizar o atendimento ao paciente, a Unimed Brasil deverá assumir os serviços.

Para o especialista em direito do consumidor, Max Kolbe, a situação vai além do dano moral.

“Manter a integridade física e a vida dessas crianças é dever do próprio estado, por isso, a meu entender, a ANS deve imediatamente intervir para que não sejam retirados os equipamentos das casas dessas crianças”, explica.

Foto: Divulgação

Fonte: UOL.

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Eric Lima

Criador do Portal Pontual

Mestrado em Saúde, Sociedade e Endemias na área de concentração de Epidemiologia de Agravos e Prevalentes na Amazônia pelo instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/FIOCRUZ), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade Federal do Pará (UFPA - 2013). Tem experiência em pesquisa na área de Epidemiologia, Saúde Coletiva com ênfase em Saúde Pública, Avaliação de Serviço em Saúde e Saúde Baseada em Evidências, desenvolvendo estudos nos temas: Tuberculose, Resistência aos fármacos, Tuberculose Multirresistente, Coinfecção TB/HIV.

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